26 de novembro de 2010
TESTES DE SELECÇÃO
Ao ler sobre a selecção de cães de trabalho, numa revista da especialidade, fiquei surpreendida com o modo simplista com que se falava em testes de selecção, dando como exemplo o teste de Campbell. Um dos testes sugeridos para verificar a recuperação de um cachorro ao stress é colocá-lo numa caixa, voltá-la ao contrário e observar a reacção ao tirá-lo..., se fosse o meu cachorro alguém levava um "tiro"!
Li por diversas vezes este trecho, fiquei sem compreender como é que se pode considerar esta hipótese de teste. Posso até compreender a necessidade de algum tipo de testes, mas sujeitar um cachorro a uma situação que poderá ser traumática não tem qualquer lógica! E eu a pensar que o bom era apresentar toda e qualquer situação ao cão de um modo que lhe desse confiança!?!?! Além disso é bastante diferente dos testes de Campbell que eu conheço... mas até aí pode ser ignorância minha... será? Alguém me dá uma dica?
Assim, e sem querer ofender ninguém, deixo-vos um video de exemplo para a realização de um teste de Campbell. O vídeo está em Espanhol, mas é perceptível.
Gostava de vos chamar à atenção para alguns pontos relacionados com este tipo de teste, que sendo válido, é bastante falível:
- É um teste para verificar as capacidades inatas do cão;
- As capacidades de aprendizagem do animal dependem muito das suas experiências..., assim um cão pode alterar o seu comportamento à medida que vai crescendo e através do modo como vai sendo educado e as novas experiencias lhevão sendo apresentadas (ou não!).
- Deve ser realizado, até às 10 semanas, posteriormente o resultado já pode ser influenciado pelo ambiente e outros factores exteriores;
- O cão não é uma máquina que pode ser testada vezes sem conta, que dá sempre os mesmos resultados, o cão aprende com os estímulos e se for testado por diversas vezes, as respostas poderão não ser as mesmas que ocorreram na primeira vez; Tem a certeza que o cão não foi já submetido a este teste? E se foi, quantas vezes?
- Se pretender fazer este teste num cão, não se esqueça que o teste deve ser feito num local tranquilo, afastado de outros animais e o cão não deverá estar cansado, ter sono, fome ou sede. Consegue garantir tudo isso?
- Qualquer que seja o resultado do teste, através de um bom treino e educação, com carinho e consistência, tudo pode ser alterado!
Assim, volto a salientar, o ideal quando leva um cachorro para casa é socializá-lo, educá-lo, treiná-lo e claro... dar-lhe muito mimo!
16 de novembro de 2010
Coerencia e Consistencia!!!!
Tem um novo animal em casa? Parabéns! Já se juntou com a família e definiu as regras que pretende que ele siga? Não? Então está na hora! Não foi ontem? Não será amanhã! Faça-o HOJE! Aproveite enquanto é tão fácil! Enquanto está no inicio, depois é mais difícil, não é impossível,mas é mais difícil!
Lembra-se da sua infância, lembra-se de ocasiões onde os seus pais não estavam de acordo em relação a algo que lhes pediu? Como era angustiante e confuso? Pois, não lhe peço que se coloque no lugar do seu pet, mas perceba que o seu cão não vai entender se cada um se comportar de uma maneira. Imagine que não quer que o seu cão ande a pedinchar à volta da mesa quando está a tomar a sua refeição. De nada lhe serve ignorá-lo se ele começar a pedinchar, quando outra pessoa da família lhe dá pedaços de comida debaixo da mesa. Peça a todos que o ignorem, mesmo que ele ladre, salte e guinche. Dê-lhe atenção quando ele ficar quieto!!!! Não o quer no sofá? Certo, arranje-lhe um local e um cama, almofada ou manta onde ele se possa deitar perto de si e não lhe permita ir para o sofá, seja mais teimoso que ele, mas não seja agressivo. Não grite, não bata, não sacuda! Ele não entende! O seu cão não fala nem entende português..., nem inglês..., nem alemão..., ele não compreende a nossa linguagem, mas nós podemos tentar entender o comportamento dele! Assim como ele tenta entender o nosso comportamento! Não as nossas palavras! Não lhe dê um sermão, ele, no mínimo, vai pensar que está a ficar lé-le! Os animais são mais subtis que nós, nós somos os barulhentos e gesticuladores, para eles isso não faz sentido... Pense nisso! Aprenda a comunicar com o seu animal de estimação!
Não quer que ele seja o Chef da casa, pois não???
Lembra-se da sua infância, lembra-se de ocasiões onde os seus pais não estavam de acordo em relação a algo que lhes pediu? Como era angustiante e confuso? Pois, não lhe peço que se coloque no lugar do seu pet, mas perceba que o seu cão não vai entender se cada um se comportar de uma maneira. Imagine que não quer que o seu cão ande a pedinchar à volta da mesa quando está a tomar a sua refeição. De nada lhe serve ignorá-lo se ele começar a pedinchar, quando outra pessoa da família lhe dá pedaços de comida debaixo da mesa. Peça a todos que o ignorem, mesmo que ele ladre, salte e guinche. Dê-lhe atenção quando ele ficar quieto!!!! Não o quer no sofá? Certo, arranje-lhe um local e um cama, almofada ou manta onde ele se possa deitar perto de si e não lhe permita ir para o sofá, seja mais teimoso que ele, mas não seja agressivo. Não grite, não bata, não sacuda! Ele não entende! O seu cão não fala nem entende português..., nem inglês..., nem alemão..., ele não compreende a nossa linguagem, mas nós podemos tentar entender o comportamento dele! Assim como ele tenta entender o nosso comportamento! Não as nossas palavras! Não lhe dê um sermão, ele, no mínimo, vai pensar que está a ficar lé-le! Os animais são mais subtis que nós, nós somos os barulhentos e gesticuladores, para eles isso não faz sentido... Pense nisso! Aprenda a comunicar com o seu animal de estimação!
Não quer que ele seja o Chef da casa, pois não???
7 de novembro de 2010
Prendas de Natal
Com a chegada do Natal é muito comum aumentar a oferta e procura de filhotes de cães e gatos para surpreender uma criança, um amigo ou familiar..., muitas vezes porque a criança espera conseguir um amigo para brincar, o adulto quer um guarda lá para casa ou uma companhia e um entretém para o/a filho(a).
Nesta equação é muitas vezes esquecido o tempo que demora a educar um animal bebé, também costuma ser esquecido o custo mensal que ter um animal de estimação traz ao orçamento familiar, o investimento inicial e especialmente, o compromisso para toda a vida do animal. Sim e é um compromisso para a vida! Se os gatos, hoje em dia podem chegar a mais de 20 anos e os cães não lhes ficam longe, podemos facilmente considerar que se quisermos oferecer um pet ao nosso avô ou avó, para lhes fazer companhia, caso aconteça alguma coisa aos donos que os impossibilite de continuar a tratar do animal, quem fez a oferta tem a responsabilidade de manter a qualidade de vida do pet que ofereceu! Despejar o animal na rua ou confiná-lo a um quarto não é opção!
Quer adopte quer compre, um animal é da sua responsabilidade para o resto da sua longa vida! No Guiness encontram-se os records de idade de cães e gatos e se para os gatos ultrapassa os 30 anos, para os cães chega aos 20!
Assim, se neste Natal quer realmente adoptar um novo membro para a sua família, pondere sem tem tempo para lhe dedicar, se tem finanças para o sustentar, se tem espaço para o manter, se todos lá em casa estão de acordo em o receber. Os animais são uma óptima companhia, uma excelente terapia, mas precisam de ser alimentados, escovados, educados, higienizados, exercitados, acarinhados e amados todos os dias! Não se esqueça também de escolher um local adequado (hotel ou casa de acolhimento) para o deixar quando se pretende ausentar e o seu animal não o puder acompanhar!
Mesmo assim, depois de ler tudo isto, ainda considera estarem reunidas as condições para aumentar o agregado familiar com um companheiro de 4 patas? Já definiu qual a espécie, o género e o tipo de companheiro mais adequado à sua casa e modo de vida? Óptimo, então prepare-se para a sua chegada! Escolha os objectos para o enxoval, escolha o médico...veterinário, informe-se e compre a alimentação adequada ao animal que vai receber, inscreva-o na escola de treino atempadamente, tenha tempo para lhe dedicar, defina as regras que quer que ele cumpra, agora e quando for adulto e seja coerente! O animal não entende a sua linguagem, mas entende as suas acções, desde que as mesmas sejam coerentes e consistentes! E este será um tema para desenvolver noutro dia! BOA SORTE!
Nesta equação é muitas vezes esquecido o tempo que demora a educar um animal bebé, também costuma ser esquecido o custo mensal que ter um animal de estimação traz ao orçamento familiar, o investimento inicial e especialmente, o compromisso para toda a vida do animal. Sim e é um compromisso para a vida! Se os gatos, hoje em dia podem chegar a mais de 20 anos e os cães não lhes ficam longe, podemos facilmente considerar que se quisermos oferecer um pet ao nosso avô ou avó, para lhes fazer companhia, caso aconteça alguma coisa aos donos que os impossibilite de continuar a tratar do animal, quem fez a oferta tem a responsabilidade de manter a qualidade de vida do pet que ofereceu! Despejar o animal na rua ou confiná-lo a um quarto não é opção!
Quer adopte quer compre, um animal é da sua responsabilidade para o resto da sua longa vida! No Guiness encontram-se os records de idade de cães e gatos e se para os gatos ultrapassa os 30 anos, para os cães chega aos 20!
Assim, se neste Natal quer realmente adoptar um novo membro para a sua família, pondere sem tem tempo para lhe dedicar, se tem finanças para o sustentar, se tem espaço para o manter, se todos lá em casa estão de acordo em o receber. Os animais são uma óptima companhia, uma excelente terapia, mas precisam de ser alimentados, escovados, educados, higienizados, exercitados, acarinhados e amados todos os dias! Não se esqueça também de escolher um local adequado (hotel ou casa de acolhimento) para o deixar quando se pretende ausentar e o seu animal não o puder acompanhar!
Mesmo assim, depois de ler tudo isto, ainda considera estarem reunidas as condições para aumentar o agregado familiar com um companheiro de 4 patas? Já definiu qual a espécie, o género e o tipo de companheiro mais adequado à sua casa e modo de vida? Óptimo, então prepare-se para a sua chegada! Escolha os objectos para o enxoval, escolha o médico...veterinário, informe-se e compre a alimentação adequada ao animal que vai receber, inscreva-o na escola de treino atempadamente, tenha tempo para lhe dedicar, defina as regras que quer que ele cumpra, agora e quando for adulto e seja coerente! O animal não entende a sua linguagem, mas entende as suas acções, desde que as mesmas sejam coerentes e consistentes! E este será um tema para desenvolver noutro dia! BOA SORTE!
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